Carpe Diem
A vida já é curta, mas nós tornamo-la ainda mais curta, desperdiçando tempo. Victor Hugo.
Quantas vezes os tenho ouvido dizer a mesma frase que simboliza todo o absurdo, todo o nada, toda a insciência falada das suas vidas. É aquela frase que usam de qualquer prazer material: «é o que a gente leva desta vida»…
Leva onde? leva para onde? leva para quê? Seria triste despertá-los da sombra com uma pergunta como esta…
Fala assim um materialista, porque todo o homem que fala assim é, ainda que subconscientemente, materialista. O que é que ele pensa levar da vida, e de que maneira? Para onde leva as costoletas de porco e o vinho tinto e a rapariga casual? Para que céu em que não crê? Para que terra para onde não leva senão a podridão que toda a sua vida foi de latente?
Não conheço frase mais trágica nem mais plenamente reveladora da humanidade humana.
(texto original de Fernando Pessoa).
Liderança
Os chefes são líderes mais através do exemplo do que através do poder. Tácito.
No filme “Mestre dos Mares” (Master and Commander, Twentieth Century-Fox, 2004), o capitão do navio de guerra H.M.S. Surprise, Jack Aubrey, recebe a ordem da Coroa britânica para atacar e capturar um outro navio de guerra, o Acheron, da França de Napoleão – um navio temido na época pela sua capacidade bélica.
A trama do filme se desenvolve entre cenas de batalha, quando o navio do capitão Jack é seriamente danificado e tendo como “pano de fundo” as suas decisões como líder de uma tripulação acossada pelo medo de um inimigo superior.
Após ser atacado impiedosamente pelo Acheron, o Capitão Jack deve tomar decisões para garantir a segurança do seu navio e da sua tripulação, diminuindo os riscos diante de um adversário mais forte. E mesmo sob esta intensa pressão, a sua liderança sobrepuja o seu orgulho, evitando que se torne obssessivo pela vitória – o que seria um erro mortal.
O discurso de Steve
Steve Jobs, co-fundador, chairman e CEO da Apple e da Pixar, é reconhecido como um dos empresários mais influentes, admirado, estudado e reverenciado da nossa época (quiçá da história do mundo empresarial).
É inegável que as suas visões tornaram-se realidade para milhões de pessoas, através das criações da sua equipe (um verdadeiro time de notáveis). Como não admirá-lo?
A gestão do fósforo.
Este texto / artigo já circula pela internet há um bom tempo. Não consegui descobrir a sua autoria – creio que trata-se de um destes textos criados para demonstrar um conceito. Apesar disso, considero-o um bom artigo, que merece ser lido:
Um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal. Estes quatro elementos fazem parte de uma das melhores histórias sobre atendimento que conhecemos.
Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia. Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave. Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente: ’Bem-vindo ao Venetia!’
Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: tudo muito rápido e prático.
No quarto, uma discreta opulência; uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado em posição perfeitamente alinhada sobre a lareira, para ser riscado. Era demais!
Aquele homem que queria um quarto apenas para passar a noite começou a pensar que estava com sorte. Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registro).
A refeição foi tão deliciosa, como tudo o que tinha experimentado, naquele local, até então. Assinou a conta e retornou para quarto. Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira. Qual não foi a sua surpresa!
Quem conhece você?
Negócios e acordos são feitos entre pessoas e dependem, dentre outras coisas, da relação de confiança existente entre elas. Essa é uma afirmação que dispensa comprovações. Então, aqui está uma boa pergunta: quem conhece você?
Não raramente, converso com profissionais que mantém um currículo notável: destacam-se pela capacidade de execução, liderança e outras competências. Contudo, esqueceram-se de fazer um importante “tema de casa” – de tanto investirem tempo (e energias…) na carreira e na posição que ocupam, deixam de lado o que eu chamo de “investimentos no capital social”.
Resultado: em tempos como os atuais, em que empregos são dissolvidos com extrema facilidade, você corre o risco de ficar mais tempo a procura de recolocação, sujeitando-se a um quadro, nem sempre, agradável.
Ora, não pense, por favor, que sou fatalista. Estudos sérios indicam que, ao longo de uma carreira executiva, você passará por, pelo menos, três a quatro ciclos de demissões / recolocações e, em média, poderá levar de 3 a 4 meses para se recolocar. Salvo condições muito especiais, esse é o caminho natural de qualquer carreira. Eu tenho o costume de dizer, baseado nestas informações, que é inevitável: em algum momento, você será demitido.
Logo, fica a pergunta: o que você pode fazer para reduzir os efeitos negativos destes ciclos de demissão / recolocação?
