O gerente


Os chefes são líderes mais através do exemplo do que através do poder. Tácito.

Qual a função do gerente?

Canalizar recursos e iniciativas da empresa para oportunidades que prometam resultados economicamente consideráveis. Soa banal – e é. Mas qualquer análise que já vi ou fiz sobre a alocação real de recursos e energia em uma empresa nitidamente mostrava que o grosso do tempo, do trabalho, da atenção e do dinheiro vai, primeiro, para “problemas”, e não para oportunidades, e, segundo, para áreas nas quais até um desempenho espetacular terá impacto mínimo sobre os resultados.

Qual o principal problema?

É, basicamente, a confusão entre eficácia e eficiência – entre fazer a coisa certa e fazer certo as coisas. É difícil achar algo tão inútil quanto fazer com grande eficiência algo que simplesmente não deveria ser feito. Entretanto, nossas ferramentas – sobretudo conceitos contábeis e dados – são todas voltadas à eficiência. O que precisamos é de um jeito de identificar áreas de eficácia (de possíveis resultados relevantes) e de um método para nos concentrarmos nelas.

Qual o princípio?

Isso, também, muita gente sabe – ao menos como proposta geral. A empreitada comercial não é um fenômeno da natureza, mas da sociedade. Em uma situação social, contudo, os fatos não ocorrem segundo a “distribuição normal” de um universo natural (ou seja, não são distribuídos segundo a curva gaussiana). Em uma situação social um pequeno número de acontecimentos – de 10% a 20%, no máximo – responde por 90% de todos os resultados, enquanto a grande maioria responde por 10% ou menos dos resultados.

Autor: Peter Drucker

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