Alexandre Silva
Dec 3rd, 2009 at 10:24 am
Roni, bom dia!
Aproveitando, gostaria de saber qual é a sua opinião sobre idade e carreira, ou seja, existe alguma pesquisa fundamentada por exemplo que um Diretor quem que atingir esta posição até “X” anos, ou não, isto depende de uma série de fatores.
Minha resposta:
Alexandre, sua pergunta é excelente. Diante do tanto que se ouve em relação ao binômio “idade x carreira” o que é verdade e o que é lenda urbana? Bom, é verdade que, sim, existe muito preconceito (e como preconceito, carece de fundamento…) em relação a idade e, para ilustrar, não são poucas as empresas que preferem contratar profissionais mais jovens, desprezando (isso mesmo, desprezando) a qualificação oferecida por profissionais mais sêniores por, simplesmente, acreditar numa “lenda urbana” sem sentido.
Na minha opinião, uma empresa “perde” ao agir assim, acreditando que o vigor da juventude (esta é a lenda urbana que me refiro) pode substituir a experiência de quem carrega as marcas do tempo, que conferem ao seu titular o discernimento, o equilíbrio e outras habilidades desejadas. Vivo repetindo: importa quem a pessoa É. E diante disso, idade é um fator “característico” e não deve ser tratado como um fator “excludente”. Já vi jovens “vigorosos” absolutamente incompetentes frente a desafios que um sênior “tira de letra”. E já vi sêniores incapazes de resolver um problema que um trainee resolve “com uma mão nas costas”.
É claro que existem posições em que o exercício das funções é determinado pela experiência e quanto mais você “sobe na escada corporativa” mais espera-se que seja “completo”. Mas, o que dizer daquele jovem que, na faixa dos seus 30 anos, assume a superintendência de uma empresa com faturamento de 9 dígitos anuais? Ou daquele sênior que, após uma carreira extensa, “reinicia”, com sucesso, a sua trajetória em outra posição executiva? Como você mesmo sugere em sua pergunta, existem outros fatores (clique aqui para ler um destes fatores fundamentais) e, estes sim, são excludentes: assertividade, objetividade, criatividade, entre outros fatores.
Quanto a encontrarmos uma pesquisa séria, fundamentada, que ofereça evidências para defender esta ou aquela opinião, desconheço. Acredito que exista alguma tese (mestrado ou doutorado) disponível sobre o tema. É comum encontrarmos reportagens sobre o assunto, nas revistas de negócios, que ora favorecem um lado, ora exortam o outro. Contudo, prefiro manter-me distante destes posicionamentos comuns e acreditar que o que define um profissional é quem ele É – sua personalidade, suas vivências, suas ambições e planos pessoais, sua formação -, não importando a sua idade, a cor da sua pele ou se é homem ou mulher.
Estou atrás da pessoa certa.
