Seu desempenho na entrevista, você pensa, foi sensacional: com entusiasmo (muito!), você falou sobre as suas realizações, suas conquistas, que você “era o cara” e coisa e tal. Em resumo, você sai da sala, com aquela sensação de “este emprego é meu”.
Mas aquela ligação, dizendo que você foi aprovado, não vem. Então, você resolve ligar e acaba ouvindo que não será desta vez. Seu currículo é bom, seu nome não será excluído da agenda para outras oportunidades, mas…
O que aconteceu?
Aconteceu que você exagerou: na ânsia de causar uma excelente primeira impressão, a sua dose de “entusiasmo” foi além do razoável. E o entrevistador “viu” nestas suas atitudes, durante a entrevista, motivos suficientes para “julgar” que você não é adequado para o cargo.
Moderação é uma palavra importante para uma entrevista de emprego. Você não deve ser “frio” durante uma entrevista, sem “temperar” o seu relato com uma dose de, porque não, satisfação quanto aos resultados do seu trabalho, mas, como diz o popular ditado, “tudo que abunda, prejudica”. Sua “emoção” deve ser contida, equilibrada, permitindo que você “enxergue” a resposta à pergunta feita pelo entrevistador. Caso contrário, você cai numa espiral descendente de exageros, falta de objetividade, clareza e o que era para ser uma entrevista de emprego acaba se tornando um suicídio: o seu.
Portanto, seja “intenso”, mas não muito. Seja “entusiasmado”, mas não muito. Não exagere: com o mesmo cuidado que um chef de cozinha tem ao temperar o prato que será servido aos comensais, lembre-se que uma primeira boa impressão vem do equilíbrio com que você “tempera” a sua entrevista: com energia, entusiasmo, moderação e prudência.
Sem exageros.
