Archive for category comportamento

Esta é a minha melhor escolha?

Deus não é culpado. A culpa é de quem escolhe. Platão.

Trabalhar é um fardo pesado, alguém disse que enobrece o homem mas… prefiro ser humilde. Eu gostaria de viver em um desses tantos lugares paradisíacos, com uma casa em uma praia ou um campo de grama verdejante. Levante a mão quem nunca, mesmo secretamente, se entregou em devaneios semelhantes, de uma vida tranquila, seja ela modesta ou opulenta, e que nunca mais precisasse trabalhar…

Mas vamos colocar os pés no chão: precisamos trabalhar. É a “regra do jogo”. A deusa da Fortuna sorri apenas para os seus eleitos e eles são um a cada milhões. Para estes milhões, há apenas um caminho e nem sempre é o melhor ou o desejado. São milhões que trabalham por obrigação e não por vocação (seja lá o que isso significa). O resultado: de todos o mais grave é o “estado de espírito” abatido. O mais comum é simplesmente uma atitude resignada, numa aceitação passiva a um futuro “apagado”.

Muitos já decidiram em que profissão trabalhar. Contudo, a que você escolheu é a melhor?

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A Felicidade de Russell.

Bertrand Russell, matemático, filósofo, que viveu 98 anos, foi um pensador inquieto e produtivo. É dele, o seguinte pensamento:

O homem feliz é aquele que vive objetivamente, aquele que é livre em seus afetos e conta com amplos interesses, aquele que assegura para si a felicidade por meio desses interesses e afetos, os quais, por sua vez, o convertem em objeto do interesse e do afeto de muitos outros.

Uma frase simples que, ao menos pra mim, parece sugerir que existe, na opinião de Russell, a possibilidade de alguém ser feliz… trabalhando. Ora essa, como assim? Se o trabalho tira de nós o tempo em que poderíamos estar fazendo outras coisas inquestionavelmente mais prazerosas ( estar em companhia das pessoas que gostamos, por exemplo ) e que são fontes universais de felicidade, será que é possível ser feliz trabalhando? Esta é uma boa pergunta, tema para uma conversa interessante e penso que este tipo de pergunta está entre aquelas que os filósofos gostam de atirar sobre a humanidade quando as coisas “parecem” que estão bem…

Mas o que você acha (publique sua resposta no espaço dos comentários, logo abaixo)? Dá para combinar felicidade com trabalho? Ou, de forma mais direta, seu trabalho pode ser fonte de felicidade?

Da minha parte, encontro evidências: conheço um bom número de pessoas que são absolutamente felizes com o seu trabalho, em diferentes posições: secretarias, recepcionistas, diretores, gerentes… Indiscutivelmente, são pessoas felizes. Como?  Como alguém consegue “extrair” felicidade do seu trabalho, num tempo em que os empregos valorizam os “números” deixando de lado outros valores humanos mais sutis?

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O que é “agregar valor” ?

Tudo é caro demais quando não é necessário. Ulisses, de James Joyce.

De tão repetidas, algumas frases, para mim, perderam seu sentido. Quando as ouço, tenho a sensação de estar diante de alguém que não sabe, exatamente, o seu significado mas que insiste em usá-las para preencher o vazio do seu discurso.

“Agregar valor” é uma destas frases e faz pouco tempo a última vez que a ouvi, em uma resposta de um “especialista em carreira”, quando a repórter perguntou sobre quais eram as melhores atitudes para, em tempos bicudos, um executivo garantir sua permanência no emprego.

Neste caso, o que é “agregar valor” ?

Você vai concordar comigo (e com James Joyce): “tudo é caro demais quando não é necessário”. Ora, somos medidos, avaliados e comparados com os resultados que somos capazes de apresentar com o nosso trabalho. Simples assim e não tem meio termo. Você já deve saber disso. Mas pouco ajuda saber, simplesmente, que você precisa “agregar valor” no que faz. Sejamos mais claros.

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Sucesso é uma jornada contínua.

A arrogância é o reino – sem a coroa. Ditado judaico.

Minha trajetória profissional foi costurada por altos e baixos. Logo após meu primeiro emprego (o único com carteira assinada), com 18 anos, coloquei o pé na estrada. E segui pelo caminho da vida, que me ofereceu momentos de alegrias e… tristezas.

Em muitos destes momentos, procurei pelo equilíbrio e me apliquei com muita disciplina. Colhi meus resultados – foram os meus momentos de alegria. Noutras ocasiões, a soberba me venceu: achei que sabia o suficiente, que tinha feito o suficiente ou, pior, que eu era auto-suficiente. Foram meus momentos de tristezas.

Hoje, ao olhar para trás (quando faço isso, costumo lembrar-me do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, em seu livro “Aforismos para a Sabedoria de Vida, capítulo V, “Conselhos e Máximas”, b ) sobre nossa conduta para conosco) vejo o quanto trago das lembranças destes momentos para meus dias de hoje.

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Os erros de Swift.

Quem não se comunica, se trumbica. Chacrinha.

Jonathan Swift, que se imortalizou pelo romance “As viagens de Gulliver”, escrito no século XVIII, estudou, por mais de 20 anos, sobre os problemas de comunicação da sua época.

Chamava-lhe a atenção o modo exagerado como algumas pessoas se portavam diante de uma simples conversa: um certa arrogância ao falar, tentativas de fazer humor em ocasiões inapropriadas e mais uma sorte de vícios de comunicação. Em 1709, escreveu um pequeno ensaio sobre o tema, intitulado “Hints Towards an Essay on Conversation” (algo como Observações acerca da Conversação). Trinta anos mais tarde, elaborou um “tratado” mais robusto e extenso sobre essa questão, com o título “A Complete Collection of Genteel and Ingenious Conversation” (Coleção completa sobre conversas ingênuas e engenhosas), onde apontava, com comentários irônicos e satíricos, as banalidades mais comuns que impediam uma boa comunicação, na sociedade da sua época.

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