Archive for category carreira

Sucesso é uma jornada contínua.

A arrogância é o reino – sem a coroa. Ditado judaico.

Minha trajetória profissional foi costurada por altos e baixos. Logo após meu primeiro emprego (o único com carteira assinada), com 18 anos, coloquei o pé na estrada. E segui pelo caminho da vida, que me ofereceu momentos de alegrias e… tristezas.

Em muitos destes momentos, procurei pelo equilíbrio e me apliquei com muita disciplina. Colhi meus resultados – foram os meus momentos de alegria. Noutras ocasiões, a soberba me venceu: achei que sabia o suficiente, que tinha feito o suficiente ou, pior, que eu era auto-suficiente. Foram meus momentos de tristezas.

Hoje, ao olhar para trás (quando faço isso, costumo lembrar-me do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, em seu livro “Aforismos para a Sabedoria de Vida, capítulo V, “Conselhos e Máximas”, b ) sobre nossa conduta para conosco) vejo o quanto trago das lembranças destes momentos para meus dias de hoje.

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Seu currículo.

Seu currículo chega, no entrevistador, antes de você. O seu e, provavelmente, os de muitos outros profissionais.

Além de ser um documento que atesta ou apresenta suas experiências, você pode, portanto, transformá-lo em seu “porta-voz”. O Google pode ajudá-lo a encontrar dezenas de modelos e dicas e aqui, publiquei um post sugerindo alguns cuidados fundamentais com o seu currículo.

Contudo… tenho lido alguns conselhos de praticidade duvidosa, em diversos sites e blogs da internet – escritos por quem não entende do assunto -, afirmando coisas como “seu currículo tem 40 segundos para causar uma boa impressão”; “escreva com a letra Arial, em tamanho 12″; “a regra das duas páginas” e por aí vai…

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Entusiasmo

O entusiasmo é a maior força da alma. Conserva-o e nunca te faltará poder para conseguires o que desejas. Napoleão Bonaparte.

Nem todos tem o cargo ou a profissão que desejariam ter: pressionados pela necessidade universal da sobrevivência, podemos ter que abrir mão de uma carreira idealizada e obrigarmo-nos a aceitar um cargo que não é, exatamente, aquele que gostaríamos de ter.

Não me surpreenderia se este fosse o seu caso. E se é verdade, ou seja, se realmente você está vivendo uma situação dessas, o que fazer?

Recebo dezenas de currículos e converso com diversos profisssionais, todos os dias. Volta e meia, entrevisto alguém que está trabalhando numa função “abaixo do seu potencial ou talento”. Por uma circunstância qualquer, o sujeito tem a formação acadêmica e as experiências necessárias para exercer um cargo mais relevante porém… está ocupando um cargo “secundário”. Mesmo assim, neste e naquele caso, acabo decidindo por sua contratação. Sabe por que?

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Destino

Sou um espectador na minha profissão – assisto histórias, carreiras e sou uma espécie de coadjuvante em um momento importante na vida das pessoas que entrevisto. E sou muito grato por isso. Recebo lições de grande significado, todos os dias, sem exceção. Trago lembranças de pessoas notáveis, que tomaram em suas mãos o curso das suas vidas, das suas carreiras e floresceram.

Por outro lado, vejo outras histórias que poderiam ter outro enredo: estas, são de pessoas que “passam” e que levam sua vida ao sabor dos ventos e das marés. Julgam-se desafortunadas e deixam a vida levá-las, como naquela letra de um samba famoso.

Desperdício. O mais cruel dos desperdícios. Podemos desejar nossas “vidas futuras” – no quê nossas vidas vão se transformar – como o resultado de uma sucessão de eventos, absolutamente fortuitos, jogados à nossa frente pela mão do acaso? Ou podemos acreditar que temos o “destino” em nossas mãos e que, senão todo, ao menos uma grande parte do nosso “futuro” é construído, arquitetado e executado, imune aos sopros da sorte?

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Nirso

Nos processos de seleção que realizo, procuro avaliar um conjunto amplo de características do candidato – gosto de utilizar o termo “pedigree”: experiências profissionais, vivências anteriores, formação acadêmica, interesses pessoais, personalidade, etc…

O que busco identificar, lá no fundo, da mesma forma que um engenheiro busca saber se o terreno, onde será construído um grande prédio tem o solo firme, é se o profissional que está a minha frente tem a capacidade de … fazer.

De fazer o que precisa ser feito. Isso, realmente, faz A diferença.

Não é um simples jogo de palavras. Capacidade de fazer, para mim, é a competência mais valiosa: fazer as coisas acontecerem, fazer o resultado aparecer, fazer a estratégia dar certo.

O resto? Os seus conhecimentos técnicos, as suas experiências práticas, a sua formação acadêmica, os seus interesses pessoais, todo este conjunto é importante, sem dúvida. Mas o que vai colocá-lo lá na frente, o que vai distingui-lo entre os demais, será a sua capacidade de fazer, de fazer o que precisa ser feito.

Conheço uma história que oferece um ponto de vista bem humorado sobre o que estou afirmando:

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