Archive for category carreira

Seis passos.

Nós, para os outros, apenas criamos pontos de partida. Simone de Beauvoir.

Stanley Milgram foi um homem curioso, que dedicou parte da sua vida ao estudo do comportamento humano (era psicólogo formado em Harvard, em 1960).

Ele realizou um experimento para provar uma tese conhecida desde o início do século XX: que o mundo estava se tornando cada vez mais “apertado”, ou seja, que as pessoas faziam parte de uma imensa “rede social”, distanciadas por poucos “nós”.

Seu projeto, publicado com o título “O Experimento do Mundo Pequeno”, foi simples e criativo: ele enviou cartas para algumas dezenas de moradores de duas cidades nos EUA, selecionados aleatoriamente, pedindo-lhes que o ajudassem a enviá-las para uma pessoa escolhida por ele, em outra cidade. As regras, bem explicadas em um texto que acompanhava estas cartas, determinavam que os participantes não poderiam enviá-las diretamente a pessoa “alvo”; só era permitido encaminhar a uma outra pessoa conhecida que, por sua vez, deveria fazer o mesmo até “fechar a corrente”, entregando a carta ao destinatário escolhido por Milgram.

Nem todos que foram selecionados, participaram. Mas as cartas daqueles que aceitaram o desafio chegaram até o destinatário após passarem por, na média, seis pessoas. Apesar de Milgram nunca ter usado o termo, sua experiência ficou conhecida como “Os seis degraus de separação”, uma teoria que diz que estamos separados de qualquer outro indivíduo no mundo por, na média, seis pessoas. Depois dele, outros pesquisadores realizaram outras experiências com resultados semelhantes e se você procurar no Wikipedia (pesquise pelos termos “Small world experiment” e “Six degrees of separation) vai encontrar mais sobre o tema.

Você deve estar perguntando onde quero chegar e vou responder a sua pergunta… com outra pergunta: quem você conhece?

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Idade versus carreira

Alexandre Silva
Dec 3rd, 2009 at 10:24 am


Roni, bom dia!

Aproveitando, gostaria de saber qual é a sua opinião sobre idade e carreira, ou seja, existe alguma pesquisa fundamentada por exemplo que um Diretor quem que atingir esta posição até “X” anos, ou não, isto depende de uma série de fatores.

Minha resposta:

Alexandre, sua pergunta é excelente. Diante do tanto que se ouve em relação ao binômio “idade x carreira” o que é verdade e o que é lenda urbana? Bom, é verdade que, sim, existe muito preconceito (e como preconceito, carece de fundamento…) em relação a idade e, para ilustrar, não são poucas as empresas que preferem contratar profissionais mais jovens, desprezando (isso mesmo, desprezando) a qualificação oferecida por profissionais mais sêniores por, simplesmente, acreditar numa “lenda urbana” sem sentido.

Na minha opinião, uma empresa “perde” ao agir assim, acreditando que o vigor da juventude (esta é a lenda urbana que me refiro) pode substituir a experiência de quem carrega as marcas do tempo, que conferem ao seu titular o discernimento, o equilíbrio e outras habilidades desejadas. Vivo repetindo: importa quem a pessoa É. E diante disso, idade é um fator “característico” e não deve ser tratado como um fator “excludente”. Já vi jovens “vigorosos” absolutamente incompetentes frente a desafios que um sênior “tira de letra”. E já vi sêniores incapazes de resolver um problema que um trainee resolve “com uma mão nas costas”.

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Sua carreira: Engenharia de Produção

Publiquei um tweet, dias atrás, com a seguinte proposta:

Vou responder sua pergunta sobre: currículo, carreira ou empregabilidade. Escreva para roni@chittoni.com.br.

E, dentre as dezenas de perguntas que recebi, selecionei esta:

Vi sua proposta no Twitter e resolvi aceitá-la. Sou graduado no curso de Nutrição mas percebi que não era aquilo que eu queria. Gosto de um ambiente mais dinâmico e mais desafiador. Tenho 25 anos e resolvi prestar vestibular para Engenharia de Produção. Sempre gostei do ambiente corporativo (estágios em grandes empresas, trainees, etc.), de metas a cumprir, prazos, por isso optei pela área exata (por também gostar de números, mercado financeiro- sou concursado da CEF) e por saber das várias vagas para engenheiros nessas empresas. Penso em fazer futuramente um mestrado nessa área (Eng. Prod) ou MBA e aprimorar meu inglês num curso no exterior. Resumindo, ser mão-de-obra altamente especializada. Bem, este é um brevíssimo histórico meu, informando minhas preferências.

A minha pergunta é: como tenho 25 anos, vou começar um curso relativamente “novo” no Brasil, já com uma formação acadêmica, gostaria de saber as se são grandes as oportunidades que o engenheiro (não precisa ser necessariamente de produção) tem nesse ambiente que eu tanto almejo. Com toda especialização que estou me propondo a fazer, almejo também uma ótima remuneração e em decorrência disso, uma das maiores dúvidas é sobre o setor público e o privado, a velha questão da estabilidade X rentabilidade.

Espero não ter perguntando muito sobre este assunto, mas não tenho ninguém que me responda estas questões quase que existenciais dentro da vida profissional que quero levar. Desde já agradeço pela atenção e prestatividade.

Obrigado,
(assinatura)

Minha resposta:

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Parabéns, o emprego é seu.

Recentemente, apresentei a palestra intitulada “Parabéns, o emprego é seu.” em diversas capitais do país, a convite de universidades e entidades de classe. São orientações para quem está no início ou no momento de transição da sua carreira, entre um emprego e outro.

Você pode ver todos os slides desta palestra. O contéudo, mais rico em detalhes e comentários, está disponível somente para quem assisti-la, ao vivo.

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Como elaborar seu currículo.

Comentei, em outras ocasiões, sobre a atenção que você deve empregar na elaboração do seu currículo. Neste post, vou continuar neste tema, apresentando minhas sugestões para um currículo que recebi de um dos meus seguidores no Twitter (para me seguir, clique aqui).

Para acompanhar, primeiro acesse o currículo original, clicando aqui.

Posso apontar alguns “pontos a melhorar” neste currículo:

  • Algumas descrições funcionais relatadas são irrelevantes ou redundantes: os critérios de julgamento de um currículo são muito variados. Cada empresa ou empregador, ao aplicar estes seus critérios, descarta ou avalia o seu currículo analisando a relevância das informações que são apresentadas (entre outras coisas, obviamente). Neste sentido, ao descrever uma atividade que tem um papel secundário ou irrelevante, no conjunto de tarefas desempenhadas em um cargo, você pode estar na margem da avaliação positiva do seu currículo, pois nem sempre você saberá quais são os critérios de julgamento a que será submetido. Acredito, portanto, que o melhor é ser assertivo e coerente na descrição das suas funções anteriores;
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