Archive for category parábolas

O ensinamento do ferreiro

Um ferreiro, depois de uma longa juventude cheia de excessos, decidiu entregar a sua vida ao altruísmo.

Durante muitos anos trabalhou com afinco, praticou a caridade, mas, apesar de toda a sua dedicação, nada parecia dar certo em sua vida.

Muito pelo contrário, seus problemas e dúvidas acumulavam cada vez mais.

Uma bela tarde, um amigo que o visitava e que compadecia da situação, comentou:

É realmente muito estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem bom, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas, apesar de sua crença, nada tem melhorado.

O ferreiro não sabia muito bem o que acontecia na sua vida, mas como não queria deixar o amigo sem respostas, acabou encontrando a explicação:

Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e é preciso transformá-lo em espadas.Você sabe como isto é feito?
Primeiro aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, pego o martelo mais pesado e aplico vários golpes, até que a peça adquira a forma desejada.
Logo ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir este processo até conseguir a espada perfeita,uma vez apenas não é o suficiente.

O ferreiro fez uma pausa e continuou:

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Relacionamento.

Respeitar em cada homem o homem, se não for pelo que é, que seja, pelo menos, pelo o que ele poderia ser ou que ele deveria ser. Henri Amiel.

Conheci um funcionário que reclamava muito dos seus colegas – achava defeito em todo mundo a tal ponto que todos passaram a evitá-lo.

Ele dizia: - Não suporto o fulano, ele é convencido demais pro meu gosto.

- Mas ele é prestativo e bem humorado – respondi.

- E a fulana, então? Parece que tem o rei na barriga. Até concordo que ela ajuda os colegas, mas ela é um “porre”. O ciclano vive se exibindo só porque conhece mais da empresa que todos os outros.

- Lembre-se de que ele é um “curinga” e que já resolveu muita coisa aqui.

Ao me dar conta que este funcionário só apontava mesmo o lado negativo das pessoas, pedi que me acompanhasse. Peguei um pouco de açúcar na cozinha e fomos até a rua, onde recolhi um pouco da areia do chão. Coloquei o açúcar com a areia perto de um formigueiro.

Não demorou muito para uma formiga descobrir o açúcar e avisar as demais. Em pouco tempo, fizeram uma fileira e o funcionário, atento, olhou que as formigas carregavam apenas os grãos de açúcar, desprezando a areia.

- Todas as pessoas são como esse montinho de areia com açúcar – disse – Aprenda a agir da mesma maneira, separando as coisas boas das que você não gosta. Vamos aproveitar o lado bom das pessoas aqui, combinado?

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Detalhe

Um grande rei se preparava para a maior batalha de sua vida. Um exército de inimigos poderosos marchava contra o seu. Quem vencesse a batalha, ganharia o trono real.
Na manhã da batalha, o rei foi verificar se o seu cavalo preferido estava pronto.

Coloque logo essas ferraduras – disse ao ferreiro.
Sua majestade tem que esperar – respondeu o ferreiro. Há dias venho ferrando todos os cavalos do exército real e agora preciso ir buscar mais ferraduras.
Não posso esperar – gritou o rei, impacientando-se. Os inimigos estão avançando neste exato momento e precisamos ir para a batalha no campo. Faça o que puder agora com o material que você tem.

O ferreiro, então, começou a trabalhar no limite das suas forças. A partir de uma barra de ferro, providenciou quatro ferraduras. Malhou-as o quanto pôde até dar-lhes formas adequadas. Começou a pregá-las nas patas do cavalo, mas depois de colocar as três primeiras descobriu que não havia pregos para a quarta.

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O fogo e a água

No século IV A.C., nos limites da província de Lu, estendia-se o território governado pelo príncipe Chuang. Embora pequeno, o distrito havia prosperado bastante no reinado anterior à do príncipe. Mas, desde que Chuang assumiu o governo, o distrito estava empobrecendo.

Confuso, o príncipe Chuang foi à montanha de Han, buscar um pouco da sabedoria do grande mestre Mu-sun. Ao chegar à montanha, encontrou o mestre sentado calmamente sobre uma pequena pedra, a contemplar o vale. Depois de lhe explicar a situação, Chuang esperou, ansioso, que o mestre falasse. Mu-sun, porém, não disse uma só palavra. Deu apenas um pequeno sorriso e com um gesto convidou o príncipe a acompanhá-lo.

Silenciosamente, eles caminharam até que o Rio Tan Fu molhasse os seus pés. De tão largo que era o rio, a outra margem não podia ser vista.

Depois de meditar olhando as águas, Mu-sun preparou uma fogueira. Quando as labaredas já subiam altas, o mestre disse a Chuang que sentasse a seu lado. E ficaram ali, sentados, por longas horas, enquanto o fogo queimava, brilhante e forte. A noite veio e se foi.

Quando a aurora chegou, as chamas já não dançavam mais. Mu-sun apontou então para o rio e, pela primeira vez desde que o príncipe chegara, falou: “Agora você entende por que é incapaz de fazer como seu predecessor fez para sustentar a grandeza de seu distrito?” Leia o resto desse post »

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O Segredo está em suas mãos

Conheci, na semana que passou, um empresário que conquistou uma vida muito confortável: morava numa mansão fascinante, era muito bem sucedido nos seus negócios e continuava a prosperar.

Apesar de sua condição de homem muito rico e poderoso, via-se nele uma pessoa de origens humildes, que havia conquistado seu sucesso através de muito trabalho.

Não demorei a tornar-me seu amigo e descobrir o segredo do seu sucesso. Ele mesmo me contou.

Sua família era muito pobre: seus pais, donos uma pequena área de terra onde plantavam para ter o que comer, perderam tudo quando uma grande seca assolou a região onde moravam. A saída, para não morrerem de fome, foi abandonar tudo e tentar a sorte numa cidade grande – uma história que se repete aos milhares, hoje em dia. Seu pai virou um catador de latinhas e sua mãe conseguiu empregar-se numa cooperativa de separação de lixo. Ele, ainda adolescente, ganhava alguns trocados engraxando sapatos nas ruas. Mas, como ele mesmo disse, alimentava um forte desejo de sair daquela condição de vida e, pelo menos, trabalhar para morar numa casa melhor. A que moravam, numa favela, era um casebre caindo aos pedaços.

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