Archive for category enquetes
Enquete – Sobre DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL
Posted by Roni Chittoni in enquetes, gestão on 01/10/2006
Já realizei várias enquetes sobre temas importantes (acesse o canal ENQUETES, no menu ao lado) e o tema que escolhi na semana que passou foi:
Sua empresa oferece oportunidades para o seu desenvolvimento e crescimento profissional?
As respostas que recebi foram:
- 20% dos que responderam, afirmam que nunca recebem algum tipo de oportunidade de crescimentoprofissional
- Outros 20% afirmam que raramente recebem algum tipo de oportunidade de crescimento
- Já 13% responderam que quase sempre recebem algum tipo de oportunidade para crescer profissionalmente
- Finalmente, 47% afirmam que recebem sempre alguma oportunidade de crescimento profissional na empresa onde trabalham.
É interessante “ler” estes resultados e confrontá-los com a realidade – 40% das pessoas que responderam esta enquete tem poucas chances de crescimento profissional na empresa onde trabalham!
Enquete – Sobre CLIMA ORGANIZACIONAL
Posted by Roni Chittoni in comportamento, enquetes, qualidade on 10/09/2006
Na semana que passou, realizei uma enquete, com a seguinte pergunta:
O clima de trabalho (a relação com seus colegas e seus superiores) é bom?
As respostas que recebi distribuíram-se da seguinte forma:
- 28% afirmam que o clima da empresa é SEMPRE bom;
- 52% afirmam que QUASE SEMPRE o clima da empresa é bom;
- 17% dos que responderam afirmam que o clima na empresa onde trabalham RARAMENTE é bom;
- 2% dizem que NUNCA é bom e;
- 1% não sabem afirmar com certeza
Quero chamar a atenção para uma constatação: quase 3/4 de todas as pessoas que responderam a pesquisa afirmam que o ambiente de trabalho, em maior ou menor grau, não pode ser considerado bom, pelo menos em 100% do tempo.
Ora essa, me pergunto como deve ser trabalhar num local desses e como eu me sentiria, semana após semana, acordando todas as manhãs para ir trabalhar numa empresa onde o clima, onde a relação entre colegas e superiores não é o que eu gostaria que fosse.
Tudo bem – fiz uma pergunta importante de um modo simples demais. Mas você vai concordar comigo que, ainda que as avaliações sejam subjetivas e que os critérios para respondê-la variem muito de pessoa a pessoa (o que é bom pra você pode não ser bom para mim), é necessário uma reflexão sobre o assunto. Ainda mais, após ler alguns comentários como, por exemplo:
- Acho que deveríamos nos unir mais;
- As pessoas não progridem, não olham além do seu mundinho. Fica difícil conviver assim.
- Um clima de pressão e falta de respeito, principalmente de cima para baixo.
Já é mais do que comprovado, através de estudos sérios e bem conduzidos, que a produtividade e a qualidade são afetadas, de modo diretamente proporcional, pelo clima do ambiente de trabalho. Claus Möller, um pesquisador dinamarquês, presidente de uma importante empresa européia de treinamento empresarial e mundialmente reconhecido pelos seus estudos no assunto, afirma que as empresas devem “colocar os seus funcionários em primeiro lugar, para que eles façam o mesmo com seus clientes“. Isso para mencionar apenas um, entre dezenas de renomados estudiosos do tema.
O fato é que existe, sim, comprovadamente, uma relação direta entre qualidade, produtividade e clima organizacional e este último afeta os primeiros diretamente; não poderíamos pensar diferente. Senão, seria possível vermos a qualidade, como uma constante se, como escreveu um participante da pesquisa, o clima da empresa “depende do dia do chefe”?
O assunto é muito amplo e prometo voltar ao tema várias vezes. Por hora, reproduzo alguns comentários que recebi:
- A relação com os meus colegas de trabalho são bem melhores que com a minha chefe. Eu dou ela pra quem quiser, porque toda a equipe quer vê-la bem longe…
- Cada um de nós é responsável pela maneira como as pessoas se relacionam no grupo de trabalho. Cada um tem que fazer a sua parte.
- Certa vez o diretor da ABT disse que o maior concorrente está ao nosso lado, na empresa aonde trabalhamos, pois é aonde o jogo das vaidades e ambições afloram…
- Nos dias de hoje é fundamental que tenha trabalho em equipe no mundo das vendas: sem os seus amigos você não vai ter a noção do que está havendo no seu ramo de atuação. Se reciclar com os seus amigos, é muito divertido e trabalhar ao lado deles é melhor ainda.
- Para quem não tem boa relação, sugiro iniciar o dia desejando aos colegas BOM DIA. É o começo.
Enquete – Sobre COLABORAÇÃO
Posted by Roni Chittoni in enquetes, gestão, liderança on 17/08/2006
Propus uma enquete com a seguinte pergunta:
Sua empresa é aberta a receber e reconhecer as opiniões e contribuições dos seus funcionários?
As respostas que recebi se distribuíram da seguinte forma:
- 10% dos que responderam a pesquisa, afirmaram que a empresa onde trabalham não é aberta a receber as colaborações dos seus funcionários;
- 26% afirmaram que raramente a empresa onde trabalham aceita as opiniões e contribuiçoes dos seus funcionários;
- 25% dos que responderam a pesquisa, dizem que quase sempre suas opiniões e contribuições são aceitas na empresa onde trabalham, e;
- 38% afirmam que sempre a empresa onde trabalham aceitam e reconhecem as opiniões e contribuições dos seus funcionários.
Ao ler estes resultados, três fatos me vêm rapidamente à lembrança:
- Uma das práticas gerenciais mundialmente reconhecidas da 3M (clique aqui para ler mais), uma multinacional americana (detentora de marcas mundiais como o Post-it e a fita Durex) é determinar que uma parte expressiva da sua linha de produtos (que hoje soma mais de 55 mil itens), num prazo nunca superior a cinco anos, seja renovada – pense comigo, daqui a cinco anos, tantos % do faturamento desta empresa (centenas de milhões de dólares…) virão de produtos que ainda… não existem! Das mãos de quem você acha que “surgem” esses produtos?
- O sucesso das atividades do endomarketing (clique aqui para ler o post “Endomarketing”) pressupõe a participação ativa do funcionário na execução das tarefas que determinarão o futuro da empresa. Essa participação deve abrir espaço para contribuições de melhoria, sempre que houverem;
- Quem trabalha na ponta do atendimento, conhece suas atividades com uma riqueza de detalhes nem sempre vista pela gerência.
Agora, em especial sobre os comentários que recebi, alguns são, digamos, cruéis:
- Muitas vezes, os coordenadores usam as opiniões dos funcionários como se fossem criações deles próprios.
- Aberta até que ela é, o problema é que sempre tem alguém com alguma justificativa para barrar a sua opinião ou idéia ou até dificultar! (sic)
- Existem os meios, porém eles não são levados a sério pela organização.
Outros, foram muito motivadores:
- A empresa em que trabalho pode ser considerada uma empresa moderna pois dá especial atenção as opiniões de seus colaboradores.
- Estamos abrindo espaço para que isso possa acontecer. Treinando, desenvolvendo e avaliando nossa equipe para chegarmos mais perto de nossas metas e objetivos.
De volta aos resultados desta enquete, veja que, mesmo nos dias atuais onde se fala tanto em valorização dos funcionários e endomarketing como ferramenta gerencial, ainda assim, um terço das empresas não permitem ou aceitam muito pouco as colaborações dos seus funcionários. Não pense, contudo, que estou afirmando que o sucesso de qualquer negócio depende, exclusivamente, desta condição – ouvir e aceitar essas colaborações.
Mas, fico pensando: se, como gerentes, coordenadores e acionistas, desejamos tanto manter nossas equipes altamente motivadas e produtivas, como obter este resultado… sem a participação de quem pode colaborar?
Por fim, reproduzo o comentário genial que recebi de Cylene França, de Belém do Pará:
O sucesso de empresa vai além das ferramentas de trabalho. Consiste também de outros elementos importantes como: comprometimento dos funcionários, melhoria contínua, comprometimento da administração. A competência da administração da empresa nada mais é do que permitir que os seus funcionários possam ser seus colaboradores. É saber agir mobilizando, integrando, transferindo conhecimentos, habilidades, que agreguem valor econômico à empresa e também valor ao indivíduo. A motivação das pessoas que trabalham na empresa gera a qualidade no serviço e/ou produtos e, consequentemente, a satisfação dos seus clientes. Portanto, concordo que a motivação e aproveitamento das idéias e opiniões dos funcionários têm contribuído muito para o sucesso da empresa, pois dessa forma, os funcionários são motivados a “vestir a camisa da empresa“ enquanto que, caso contrário, tais funcionários são indiferentes em relação à empresa em que exercem suas funções.
Enquete – Sobre FEEDBACK
Posted by Roni Chittoni in enquetes, liderança on 26/07/2006
Propus uma enquete sobre um tema importante:
Você recebe o reconhecimento devido, pela sua gerência direta, quando realiza um bom trabalho?
As respostas que recebi não poderiam ser mais reveladoras.
- 15% afirmam que NUNCA recebem este reconhecimento;
- 38% dizem que raramente recebem algum reconhecimento;
- 26% quase sempre recebem reconhecimento quando fazem um bom trabalho;
- 20% sempre recebem e 1% não sabe dizer.
Preste atenção nos resultados: metade das pessoas que responderam afirmam que não recebem ou que raramente recebem algum tipo de reconhecimento quando fazem um bom trabalho! Com esse resultado, parece que o feedback é, ainda, desconhecido por um bom número de gerentes, coordenadores, supervisores e líderes de equipe.
Enquete – Sobre Liderança.
Posted by Roni Chittoni in enquetes, liderança on 16/07/2006
Propus, como enquete, o tema “liderança” sob a forma da pergunta:
Você acredita que para ser LÍDER, a pessoa deve possuir certa “carga genética? A LIDERANÇA, na sua opinião, é definida no “berço de nascença”?
Recebi, como respostas, o seguinte:
- 19% discordam completamente - liderança não seria definida pelo “berço” do indivíduo;
- 44% discordam, mas aceitam que existe algum favorecimento da “carga genética”;
- 2% não saberiam ao certo;
- 27% concordam, mas aceitam que a liderança pode encontrar outros fatores de formação;
- 8% concordam completamente
É interessante perceber que mais de 60% das respostas indiquem, de um outro ângulo, que a liderança pode ser aprendida – o que, na minha opinião, é uma verdade relativa, ou seja, existem alguns atributos de personalidade que são preponderantes, sim, e que estão ligados aos sentimentos do indivíduo.
Mas vamos com cuidado, como já nos alertou por diversas vezes Peter Drucker, mundialmente considerado como o pai da administração moderna (leia o post Liderança) – além do mais, fica uma pergunta para ser respondida em outro post: se liderança pode ser então, definitivamente aprendida, se é tão valorizada, porque temos tanta carência de líderes?
Prosseguindo, um comentário, em especial, nos traz uma luz ao assunto de uma forma coerente:
Acredito na teoria que o indivíduo adquira um comportamento através de um processo cognitivo, associado ao meio que vive, ou seja, através do que lhe é disponibilizado no seu ambiente de vivência para a construção da sua personalidade.
Claro, faltou definir o que é liderança para completar o entendimento desta enquete e gosto muito da definição que publiquei no post “MUDANÇA” (clique aqui para ler): liderar é gerar a mudança.
Para concluir trago um trecho do livro “O Guia dos Gurus” (Editora Campus) que trata sobre liderança:
É possível aprender a ser líder? A resposta é sim e não. Podemos aprender as técnicas, as habilidades e os estilos de comunicação; é fácil e rápido. Podemos dominar as teorias, as estratégias e as táticas de liderança ensinadas nos cursos rápidos e seminários de algumas semanas. O que não é tão fácil e rápido é aprender os sentimentos, a intuição, a emoção, as sutilezas, os desejos, o cuidado, a empatia e o entusiasmo – a paixão pela liderança – que nos transformarão em líderes.
